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segunda-feira, outubro 29, 2007










Ontem saimos de Santiago as 7:55h da manha em direção a Valparaiso. Quando chegamos na estacao de metrô, descobrimos que aos Domingos ela só funciona das 08:00 as 22:30h. Sendo assim, tivemos que pegar um taxi. Pagamos 4.120 pesos (R$ 16,50). Chegamos em Valpo (como os chilenos chamam) quase as 10:00h. O terminal rodoviário fica na Avenida Pedro Montt, de frente ao Congresso e a praça onde também fica o Teatro Municipal. Seguimos a Pedro Montt e depois a Condel. Daí subimos em direçao ao Oceano Pacífico pela Av. Bellavista. Lá, havia uma passarela para atravessar a Av. Errazuriz ligeiramente alta e acabamos tirando algumas fotos lá. Depois caminhamos até a Plaza Sotomayor, a alguns metros ao sul (oceano a direita) pela Av. Errazuriz, e vimos as edificaçoes da praça que são muito bem conservadas. Haviam até alguns oficiais da marinha pintando parte da sede naval próxima a praça. Continuando pela Av. Errazuriz e, a alguns metros adiante, há o Ascensor Artilleria, um elevador que sobe em diagonal até o topo do morro. Tiramos algumas fotos nos mirantes, passeamos por uma pequena feira e admiramos o museu naval. A subida/descida custou 500 pesos chilenos (R$ 2,00) e é a melhor vista panorâmica de Valparaíso. Dali, voltamos para a Plaza Sotomayor e subimos pelo Ascensor Peral, no fundo da praça a esquerda. Foram 100 pesos para subir (R$ 0,50). O Ascensor pára ao lado do Palácio Banburriza. Na praça logo depois do Palácio informava que a La Sebastiana (Casa-Museu de Pablo Neruda) estava a 2,5 km. Como era só subida e ainda iamos até Viña del Mar, desistimos da idéia de irmos até lá. Subimos pela Monte Alegre, viramos a esquerda na Higuera e seguimos Urriola até a Almirante Montt. Descemos a Almirante Montt, seguimos a Pierre Lote e descemos a Concepcion. No final da rua Concepcion há o Paseo Atkins que dá vista para a cidade. Depois subimos até a Papudo, viramos a direita, e descemos até o final da Templeman. No final da Templeman há o Paseo Gervaso e o Ascensor Concepcion, o mais antigo de Valparaiso. O valor da descida é de 100 pesos (R$ 0,5). Quando se sai do Ascensor na parte baixa da cidade, há o Relógio Turri. Valparaiso, embora a primeira vista seja parecida com as favelas do Rio de Janeiro por causa das casas em cima do morro, é uma cidade muito interessante por sua arquitetura e paisagens, principalmente dos mirante nos morros e não tem nada a ver com uma favela. As casas são muito bonitas. Na Plaza Sotomayor está a Estaçao de Metrô Puerto que liga Valparaiso até Limache passando por Viña del Mar. Chegamos a estaçao às 12:45h. Por sorte, havia um metrô que saia da estação as 12:54h. O metrô de Valparaiso é, na realidade, um veículo rápido sobre trilhos, assim como o metrô de Brasília. É necessário comprar um cartão magnético para usá-lo pois ele não funciona por tickets. Gastamos com as passagens e o cartao 1.500 pesos para nós dois (R$ 6,00). No site do metrô há os horário de partida (http://www.merval.cl/) e diferente dos blogs que eu li, foi super rápido tanto para sair de Valparaiso quanto para chegar em Viña del Mar. Em 15 minutos estavamos lá. A estação Viña del Mar é bem próxima ao terminal rodoviário, basta seguir a rua Sucre virando a direita na esquina com a rua Valparaíso e caminhar dois quarteirões, passando pela Plaza Francisco Vergara. No terminal, compramos as passagens para retorno a Santiago as 20:00h por 3.000 pesos por pessoa (R$ 12,00). Há uma diferença básica entre Viña del Mar e Valparaíso: enquanto Valparaiso foi contruida em cima de morros, Viña é tão plana quanto Santiago. Seguimos a Rua Quillota até a rua 3 Norte onde há o Palácio Rioja, uma mansão toda braca e muito bonita dentro de um jardim. Lá funciona também um concervatório de música e um teatro. Seguindo pela rua 4 Norte na altura da Av. Liberdad, encontramos o Museu Fonk onde há um Moai (Rapa Nui) original trazido da Ilha de Páscoa, uma ilha do litoral do Chile que fica a 4000 km de distância da costa. Uma pena que chegamos 20 minutos depois que o museu tinham fechado, pois há uma exposição arqueológica e um aquário com várias especies de peixes. Ao lado do museu, há o Castelo Carrasco. Seguimos pela 3 Norte até o Hotel-Casino que há em Viña del Mar. Nesse ponto, pode-se observar três castelos: o Wulff (beira-mar), Brunet(cerro) e o Presidencial(cerro). Achei interessante que em diversos lugares da cidade há vias de evacuação para o caso de uma tsunami. Seguimos pelo calçadão da beira da praia por uns dois quilômetros (Viña tem 3,5 km de praias) e embora estivessem fazendo 17 graus na sombra, fiquei toda queimada por causa do sol. Sendo assim, se forem a Viña, usem protetor solar. Percebe-se porque Viña é chamada de cidade-jardim: até os jardins perto da praia são super bem cuidados. Se tem a impressao que todos os jardins são planejados e cuidados com muito esmero. Além disso, a arquitetura "beira mar" é cheia de prédios modernos e em estilo europeu. No entanto, as praias em si não chegam nem perto das praias brasileiras. A água tem uma temperatura média de 10 graus e o Pacífico, embora o nome, é extremamente revolto em Viña. Para quem já foi para Floripa é comparável a Praia Mole. E o interessante é que se vê pessoas completamente vestidas, até de cachecol, passeando no calçadão ou deitadas na areia tomando sol. Como já eram 15:30h, resolvemos almoçar. Encontramos um shopping bem próximo de onde estavamos. Depois de perder um tempo valioso procurando um restaurante, acabamos almoçando num local onde a comida tinha pouca variedade, era ruim e muito cara. Resultado: comemos muito mal e pagamos muito caro, algo em torno de 17.500 pesos ( R$ 70 ). Do shopping, voltamos caminhando até a 1 Norte e perto da Ponte do Cassino avistamos a Plaza México. Atravessamos esta ponte e pela Av. La Marina, fomos até o Castelo Wulff e logo após vimos o Castelo Ross. Os Castelos de Viña estão mais para mansões estilizadas do que para castelos de verdade. Como já eram mais de 18:00h e não sabiamos o quão longe estavamos da rodoviaria, fomos caminhando pela Arlegui até chegar a rodoviaria. Chegamos lá as 19:00h. Como sabia que a Quinta Vergara era próxima a rodoviaria, pensei em nesta hora restante irmos até lá. Não sei porque estava achando que o parque fechava as 20:00h. No entanto, quando chegamos lá, descobri que fechava as 18:00h. Li recomendações ótimas a respeito deste lugar. Para se chegar lá, basta descer a Rua Bdo. Grave (rua a esquerda da estação Viña del Mar quando se está olhando em direção ao Pacífico). Da estação de metrô já se encherga os portões da Quinta. Meu pai, para me animar, até me disse que se fosse o caso nós voltariamos a Viña para ir lá. Na hora me pareceu boa idéia mas pensei melhor e acho que como ainda há coisas para se ver em Santiago, talvez não seja tao boa idéia assim. Voltamos ao terminal e pegamos o ônibus para Santiago. Também me lembrei que não vi o Relógio de Flores de Viña del Mar, uma atração tradicional de Viña. E só hoje descobri que ele fica na Plaza México. Mas agora é tarde. O pior é que meu pai ainda insistiu em ir na praça mas eu, achando que ainda tinha tempo para ir na Quinta Vergara, só tirei uma foto de longe. Chegamos em Santiago as 21:30h e fomos para o hotel.

Hoje, arrumamos nossas coisas, tomamos café e fizemos o check-out do hotel. Paguei um absurdo de 33.000 pesos (R$ 120,00) por três ligacoes de pouco mais de 3 minutos. Meu pai ficou indignado. Mas vou fazer o quê, discutir com o atendente dizendo que tem alguma coisa de errado. Eu também nem perguntei quanto custava o minuto, provavelmente 3.000 pesos=R$ 12,00, enquanto que nos "locutórios" eram algo de 100 pesos (R$ 0,40). Acho que fui na onda de Buenos Aires, onde fiz ligações todos os dias para o Brasil e não chegou a R$ 50 a conta telefônica. Daí fomos para a rodoviária pegar o ônibus para Mendoza, Argentina. Nos primeiros 100km, a impressão que se tem é que você só verá neve no topo dos Andes. Quando o terreno começa a ficar acidentado, que o ônibus passa pelas encostas das montanhas, a neve começa a aparecer mais próxima ao ônibus. A alta temporada das estações de esqui no Chile e na Argentina é julho e agosto, embora a neve só comece a derreter no início de outubro. Agora, já quase em novembro, há muito pouca neve nas montanhas. Mas ainda é possível se ver alguns montes que ainda não derreteram. Quanto mais próximo a fronteira com a Argentina, mais acidentada e perigosa se torna a estrada. Houveram momentos em que se via apenas um filetezinho de rio (formado pelo desgelo) no fundo do cânion. Um pouco antes de passar o túnel de El Cristo Redentor, onde há a fronteira entre Chile e Argentina, é necessário subir o morro através de 29 curvas sucessivas, em forma de "s", uma atrás da outras. As partes retas do trecho nao deveriam ter mais de 100m e a estrada é muito estreita, mal passam dois veiculos juntos. As vezes os caminhoes paravam nas partes retas para o ônibus conseguir passar. Chega a ser assustador. A estrada é muito movimentada. Houveram momentos em que achei que o motorista iria errar a curva e acabariamos caindo precipicio abaixo. Meu pai disse que, de todas as viagens que ele já fez, foi o trecho que estrada mais perigoso que ele já viu. Mas também foi neste trecho em que vi a neve mais perto do ônibus. Passamos em alguns túneis durante a subida que ainda estavam cobertos de neve. Meu pai até brincou comigo dizendo que se eu quisesse tocar a neve, bastaria tocar o teto do ônibus. O trecho realmente perigoso é só esse, mas as paisagens são inimagináveis. Embora haja perigo, vale muito a pena passar por esse trecho. Quando se passa para o lado Argentino, as "piranbeiras" melhoram sensivelmente. Quando passamos pela imigração, tive uma grata surpresa: ainda haviam montes de neve em volta do prédio. Foi ai que fiz a festa. Brinquei com a neve, tirei foto sobre ela e ainda fiz bolinhas de neve para vê-las quebrar de encontro a parede. Pareci uma criança com um brinquedo novo. A parada na migração durou mais de 40 minutos. As pessoas descem do ônibus, em um guichê é feita a saída do Chile e em outro a entrada na Argentina. Depois, eles olham as bagagens de mão e verificam uma ou duas malas para verificar se há algum item da bagagem que a entrada é proibida na Argentina. A 60 quilometro de Mendoza, pode-se ver uma lagoa muito bonita, de uma coloracao azul intensa formada por uma represa. Chegamos em Mendoza, após 6 horas de viagem (o ônibus atrasou 1 hora no terminal em Santiago), às 17:00h. Chegamos ao hotel, deixamos nossas coisas e fomos andar pela cidade. Caminhamos pela 25 de maio até a Plaza Independência e depois pela Peatonal Sarmiento. Percebemos que a cidade é bem mais suja e mal cuidada que Santiago. Há valas que para correr a água do desgelo dos Andes, no entanto parecem um lixo a céu aberto. Há uma grande quantidade de carros muito velhos circulando pela cidade, carro que sairam de linha quando o meu pai ainda era menino. Além disso, as pessoas não consertam os carro batidos. Há muito carro estragados, faltando peças e até com defeitos simples, como um farol queimado, circulando. Mas também há muitos carros velhos bem conservados. Na Subsecretaria de Turismo, na avenida San Martin bem proxima ao Peatonal Sarmiento, peguei informações sobre os passeios aqui em Mendoza e durante o jantar, um bife de chorizo muito suculento, descobri que o passeio de Alta Montanha é basicamente voltar ao local das 29 curvas e fazer o percurso até Mendoza. Sendo assim, já fiz o passeio e vou fazê-lo de novo quando voltar a Santiago dia 01/11. Há também um Mirante do Aconcágua. Como fui de avião para o Chile e passamos do lado do Aconcágua, com direito a foto e tudo mais, acho que nao será necessário fazer o passeio por causa deste detalhe. Acho que agora é comum ter internet de graça para os hospedes, pois o hotel que eu estou em Mendoza, Urbana Suites, também oferece o serviço. Bom, se tiver a oporturnidade, escrevo mais amanhã. Até mais.

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