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segunda-feira, novembro 05, 2007

Dia 02/11, ficamos no hotel até as 11:00. Depois fomos dar uma volta por Providências e Las Condes, onde fica o Banco do Brasil (Av. Apoquinos, 3001, perto da estação Tabalaba). Para queimar minha língua sobre os preços do Chile, encontramos uma loja que estava vendendo jaquetas da Le Coq Sportif por 8.990 pesos (R$ 36,00)! Acabei comprando três. Depois, passamos num supermercado Santa Isabel e para variar, meu pai foi olhar o preço das bebidas. De lá, fomos andando pela rua Providência e paramos no Café Havana para tomarmos café. Então passamos no supermercado Unic para olharmos preços de bebidas. Depois, fomos até o BB. O atendente falava português e foi muito gentil conosco. Dali, voltamos pela Av. 11 de Setembro. Passei nas lojas Paris em Providência e acabei comprando 4 blusas por 4390 pesos cada uma (R$ 17,60). Achei legal porque elas eram vendidas em pacotes similares aos de meias-calça. Segui até o hotel para encontrar com o meu pai, que para variar, tinha ido no supermercado para comprar as bebidas que ele tinha visto antes. Fiz a reserva para as 21:30 no Restaurante Giratório na Av. 11 de Setembro, bem próximo ao hotel. Do hotel, fomos para a estação Pedro de Valdívia e pegamos o metrô até a Estação Universidade do Chile. Lá, caminhamos pela Arturo Prat até a Padre Alonso de Ovalle. Lá, passamos a seguir pela Padre Alonso de Ovalle até a esquina com a rua Londres. Li que a esquina Londres-Paris é muito bonita e fomos lá para averiguar. Seguimos pela rua Londres e um quarteirão depois estavamos na esquina Londres-Paris. Realmente, é muito bonito. É uma rua estreita de paralelepípedo, com aquelas casas altas, bem parecida com as ruas que eu já vi nos documentários sobre a Europa. Depois, seguimos atravessamos a Av. Bernado O'Higgins e seguimos por ela até o Rua Santa Lúcia. A Biblioteca Nacional é um prédio muito bonito do lado do Cerro Santa Lúcia. O prédio é impecávelmente conservado por dentro, com escadarias em mármore e afrescos nas paredes. Dali, seguimos pela rua Santa Lúcia (entre o Cerro e a Biblioteca) e depois seguimos pela José Miguel de La Barra até o Museu de Belas Artes. Outro prédio maravilhoso tanto por fora quanto por dentro. O salão principal é iluminado por uma clara-boia que ocupa todo o teto. Além disso, haviam várias esculturas em mármores neste salão e uma esposição permanente de pinturas de artistas chilenos. O preço para entrada é voluntário. Doamos 1000 pesos (R$ 4,00) por pessoa. Atravessamos pelo Parque Florestal até a rua Card. José Maria Caro e seguimos pela beira do rio Mapocho até a ponte Puríssima. Atravessamos a ponte e chegamos no bairro Bellavista, um bairro boêmio de Santiago. Seguimos pela rua Santa Maria até a rua Pio IX. Seguimos pela rua Pio IX até a esquina com rua Santa Filomena e rua Constituición, bem em frente a outra entrada do Cerro Sán Cristóban. Lá, seguimos pela rua Constituición e logo despois de uma curva encontramos uma rua sem saída (para carros) onde fica a La Chascona (A desgrenhada), Casa-Museu de Pablo Neruda. Muito bonita e muito bem conservada. Há um museu logo na entrada e uma visita guiada. Não fizemos a visita, mas achei muito interessante como a água que caia de uma cachoeira artificial, ia pelos pequenos vão no chão, passava entre os degraus de um mini-anfiteatro ao ar livre e caia em um poço em frente a porta de entrada da casa. Dalí, fomos pela Chucre Manzur até a Antônia Lopes de Melo e através desta, até a Pio IX novamente. Na Pio IX, há diversos bares, cheios de gente, que as vezes se torna até difícil andar pela calçada. Paramos num desses bares e pedimos bebidas e algumas porções de batata frita e empanadas. Depois, fomos até o início da Pio IX onde há diversas lojinhas de Lápis lazuli, uma pedra que só é encontrada em poucos lugares no mundo. O preço é meio salgado nas lojinhas mas elas aceitam cartão. Do perto da ponte, na Pio IX, há uma feirinha que também vende Lápis-Lazuli. Não vi os preços mas deve ser bem mais em conta. Comprei um brinco para mim e uma lembrança para a minha mãe por 12.800 pesos (R$ 51,20). Aí, atravessamos a ponte e estavamos na praça Boquedano. Fomos até a estação de metrô na praça e voltamos para o hotel. As 21:00h, saimos para jantar no Restaurante Giratório, no 18 andar de um prédio na Av. 11 de Setembro. Sentamos próximo a janela e ficamos observando a cidade, enquanto o piso do restaurante girava a uma velocidade bem lenta. Ficamos 1:30h no restaurante e demos uma volta e meia em relação ao nosso "ponto de partida". Muito bonita a vista, mas a noite não foi possivel ver muita coisa, apenas as luzes da cidade. Depois disso, voltamos ao hotel para arrumarmos as malas e dormir.
Saimos do hotel as 9:45h, embora o nosso vôo fosse as 13:15h. Mas com a experiência que tive em Buenos Aires, achei melhor chegar cedo. Éramos uns dos primeiros da fila para fazer o Check-in. Mas ainda demoramos 30min para despacharmos a bagagem porque os atendentes da TAM ainda não estavam no balcão para nos atender. Em Santiago não é necessário pagar a taxa de embarque de U$ 18,00 que paguei em Buenos Aires. Depois de fazermos o Check-in, fomos para a imigração e depois o detector de metais. Quando meu pai colocou a mão no bolso, percebeu que havia esquecido de colocar o canivete que ele havia comprado em Mendoza na mala. Cheguei a tentar despachar uma bagagem de mão para ele não perder o canivete. Mas como estavamos com 46 kilos de bagagem, pagariamos U$ 63,00 para depachar a mala. O jeito foi jogar o canivete fora que custou R$ 10,00. Depois disso, fomos para o Free Shop. O Duty Free de Santiago é muito bom e espaçoso. Comprei alguns perfumes e alguns itens de maquiagem. Meu pai comprou algumas bebidas que estavam bem em conta. Nosso avião atrasou 1 hora. Na hora do embarque, levei um susto: fui perguntar como seria para depachar as bebidas e o atendente me informou que teria que pagar U$ 150,00 porque elas iriam no porão do avião. Então perguntei se havia algum problema em levá-las como bagagem de mão e ele me informou que eu não poderia entrar no avião portando líquidos. Eu desesperei. Meu pai havia comprado diversas garrafas de vinhos e alguns whiskeys, iria ser um prejuízo de mais de R$ 200 reais, mas ao mesmo tempo não compensaria pagar a taxa para levar dentro do porão do avião. Até que outro atendente (o mesmo que despachou as nossas bagagem no check-in) disse para eu não me preocupar. Entramos no avião sem problema nenhum. Assisti durante o vôo "Licença para Casar" e um bom pedaço de "Hairspray". Chegamos em Guarulhos as 19:10h. No entanto, nosso vôo para Brasília estava marcado para as 20:15h. Só conseguimos pegar as malas as 19:40h. Nós ainda queriamos passar no Duty Free em São Paulo, que é excelente, passar pela Alfândega e depois entregar as malas no Check-in de Transferência e ir para a sala de embarque. Ou seja, impossível fazer isso em 30min. Conversei com um atendente da TAM que me disse que eles estavam cientes do atraso e que se caso não conseguissemos chegar na sala de embarque a tempo, seriamos realocado em um vôo às 21:50h. Mais tranquilos, fizemos algumas compras no Duty Free em São Paulo. Há uma pessoa que vigia os carrinhos com bagagens na entrada do Duty Free, achei muito interessante. Passamos pela alfândega sem revista porque ela estava fechada. Seguimos para o check-in de transferência, despachamos as bagagens e fomos para a sala de embarque. Chegamos lá as 21:10h. Embarcamos as 21:30h, mas o avião só decolou as 22:20h. Embora tivesse muita turbulência, a viagem foi até tranquila. Chegamos em Brasília às 23:50h.
Pessoal, aproveitem as dicas e até a próxima viagem.

sexta-feira, novembro 02, 2007










No dia 31/10 fiquei no hotel até por volta de 11:00h. Meu pai, como estava doido para ir ao Carrefour, saiu por volta de 10:30h. Quando sai, fui logo comprar o pacote para fazer o passeio pelos vinhedos na Av. Las Heras mesmo. O pacote custou 35 pesos (R$ 25). Acabei comprando um tur que incluia a visitaçao para dois vinhedos (um de tamanho médio a grande e um artesanal, quase familiar), a uma fábrica de azeite de oliva e a igreja onde fica a santa protetora dos vinhedos. Depois fui comprar alfajores no Café Havana e, ao andar pela Las Heras quase chegando na Av. San Martin, descobri um loja de esporte que vendia artigos da Puma, Adidas, Fila, Sigma, entre outras. Cheguei a encontrar casacos da Puma por 60 pesos (R$ 40). Depois fui a uma loja que tinha passado no dia anterior para comprar uma blusa que tinha gostado e que estava custando 33 pesos (R$ 24). Daí, voltei para o hotel para encontrar com o meu pai para fazer a excursao. Passaram no hotel para nos pegar por volta de 14:10h. Para nossa surpresa, encontramos com os mesmos brasileiros que fizeram a visita em Concha y Toro no dia 27/10, em Santiago. Fomos ao vinhedo maior primeiro. Na degustação, nos ofereceram três tipos de vinho: branco, tinto e rosado. Para variar, não gostei de nenhum deles. Meu pai também não gostou dos vinhos. Achei interessante o forma como as garrafas são fechadas e etiquetadas: tudo mecânico. Cheguei a filmar o processo. Depois fomos ao vinhedo menor chamado Granata. O vinhedo estava em reforma e não pudemos visitar o local onde os vinhos estavam armazenados. Mas houve degustação de um vinho tinto. Meu pai gostou tanto do vinho que fez questão de comprar um. Depois fomos a fábrica de azeite de oliva. Achei interessantissimo. A guia nos mostrou como todo o processo é feito e que dura apenas três horas. Sabia que as azeitonas verdes e pretas sao as mesmas, só a época de colheita que diferencia a coloração? Os azeites extra-virgens surge da primeira prensa das azeitonas que deve ocorrer em até 48 horas após a colheita. O azeite virgem vem de uma segunda prensa da pasta orinda da primeira prensagem. O que sobra da segunda prensagem é utilizado até para fazer aguarrais. Além disso, uma oliveira dura mais de 1.000 anos (acreditam!) e só são consideradas boas para produzem em larga escala entre os 100 anos e os 600 anos. Nao é a toa que já ouvi falar de oliveiras que estavam presentes quando Jesus caminhou sobre a terra. Depois houve a degustacao do azeite e de tomates secos que eles também produzem. A empresa apenas faz a fabricação dos produtos, ela compra a matéria-prima de outra empresa. A maioria das pessoas da escursão não tinham pesos, só reais e dolar. Então ensinei ao caixa (e também dono da loja de suvenir) como fazer a conversão para o real. Ele ficou tao feliz por que as pessoas da escursão compraram tanto usando real que ele acabou me dando uns "regalos". Depois disso, visitamos a igreja e voltamos para o hotel para guardar as compras por volta de 19:00h. Durante a escursão, descobrimos que o peso esta R$ 0,57. Meu pai ficou desesperado para fazer compras. E realmente é muito barato. Fica até dificil comprar coisas no Chile, mesmo quando estão mais baratas que no Brasil, porque na Argentina está muuuiiittttooo mais barato. Acabei comprando a jaqueta da Puma e uma da Sigma. Depois disso, fui ao Carrefour, jantamos e voltamos para o hotel para arrumar as malas.

Ontem, 6:45h já estavamos na rodoviária. O ônibus, diferente do atraso na vinda (1 hora), saiu no horário. A minha preocupação foi com as coisas que nós compramos na Argentina. Só se pode passar pela fronteira com item comestíveis que nao contenham sementes. Frutas, verduras e itens de origem animal estão proibidos. Líquidos, só até 2,5 litros. A multa para quem não obedece as restrições é de no mínimo R$ 300. Achei que ia ser como na Argentina, apenas uma ou duas malas de amostra. No entanto, passaram todas as malas no raio-x e ainda abriram as maiores, como a minha. Enquanto revistavam a mala, ele perguntou a respeito de uvas passas. Na mesma hora meu pai disse que tinha. A sorte é que elas nao tinham sementes e daí, não acharam nada. Ainda bem! Seguimos viagem, que foi extremamente mais tranquila que na ida. O motorista foi mais consciente, tanto que viagem durou 7:30h. E nas 29 curvas não foi tão assustador, pois eles as fez a 20km. Acho que o fato de estarmos na pista próxima as paredes de pedra em vez de estarmos próximos ao despenhadeiro também ajudou muito. A neve já derreteu bastante desde de segunda-feira. Chegamos em Santiago, deixamos as coisas no hotel e fomos andar. Almoçamos num restaurante chamado Dominó e já sentimos a diferença: em dois sandwiches e duas cocas pagamos 6.500 pesos (R$ 27,00). Um amigo meu, o Marco Rafael, havia comentado sobre as lojas Paris, dizendo que tinha coisas de marca bem baratas. Realmente, em relação ao Brasil estão bem baratas, mas em relação a Argentina estão caras demais. Meu pai até ficou querendo voltar para a Argentina para fazer mais compras, pode? Depois fomos ao Cerro Santa Lúcia. Maravilhoso! Muito bonito, em Santiago não se pode perder essa parte da cidade. Acho interessante que tanto aqui quanto na Argentina nao se vê pessoas solteiras na rua. Há muito casais de namorados. Ontem no Cerro estava cheio. E olha que é muito raro encontrar chilenas bonitas, a grande maioria estão bem acima do peso e são baixinhas. As vezes, pessoas de outros países chegam a chamar a atenção. E os homens daqui olham mesmo. Ontem, enquanto estava no Cerro Santa Lucia, vi um homem me olhando e a namorada dele quando percebeu, chegou a tampar os olhos dele com as mãos. Muito engracado! Depois, voltamos para o hotel. Por enquanto é só.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Ontem foi um dia muito tranquilo. Como havia reservado dois dias inteiros com o intuito de fazer o passeio de Alta Montanha e pelos vinhedos em torno da cidade e percebi que o de Alta Montanha nao seria necessário, ficamos de bobeira pela cidade. Caminhamos pela 25 de maio (rua do hotel) até um parque a alguns quarteirões adiante, na direção oposta a Plaza Independência. É bonito mas não é bem cuidado. Daí, subimos pela Av. Mitre até a Av. Las Heras e viramos a esquerda. A Av. Las Heras é muito movimentada e faz parte do centro de Mendoza. No final dela, a direita, tem um Carrefour e a esquerda, uma C&A já na Av. San Martin. Tomamos café no Café Havana e depois continuamos até a Av. San Martin. Na esquina com a Rua Buenos Aires viramos a esquerda e continuamos até uma praça. Durante essa andaça me lembrei o quanto roupas e sapatos na Argentina são mais baratas que no Brasil e com certeza, do que no Chile. Alí, como já estavamos nas últimas ruas da cidade, viramos a direita e caminhamos dois quarteirões pela rua J.F.Moreno. Nos informamos a respeito de como teriamos que fazer para chegar no Gran Parque San Martin, do outro lado da cidade e nos disseram que na Av. Cólon podiamos pegar um Troler (um ônibus a energia elétrica) para chegar lá. No entanto, quando estavamos na Av. Colón percebi que tinha me esquecido de um detalhe básico sobre os meios de transporte urbano na Argentina: não há cobradores e as máquinas de cobrança só aceitam moedas. Aí foi uma odicéia para conseguir trocar notas por moedas. Até no banco, o caixa não quiz trocar os cinco pesos que tinhamos por moedas. Trocou 3 pesos e o restante foi em nota. A tarifa do Troler é de 1,10 pesos (R$ 0,8) e descobri que há um site que informa as rotas aqui em Mendoza (http://www.obras.mendoza.gov.ar/Paginas/troles.htm). Finalmente pegamos o Troler e eles nos deixou em frente ao parque. O parque é gigantesco e muito bonito. Acredito que por ser hora da "ciesta" também estava muito cheio. Tiramos fotos nos portões e dali, seguimos pela rua Platanos. No final desta rua há um chafariz maravilhoso e próximo dele, um rosedal que, por ser primavera, estava todo florido. Como o parque tem 17km de extensão, não quiz nem tentar andar ele todo pois levaria pelo menos um dia todo. O parque também é cheio de esculturas. Há um lago que as pessoas fazem remo e o Clube de Regatas de Mendoza é lá. Há várias pérgulas pelo jardim de rosas. O parque é muito bem cuidado e muito bonito. Valeu muito a pena visitá-lo. Depois voltamos pela Av. E. Civit que depois se torna a Av. Sarmiento, tomamos um sorvete e fomos ao Carrefour. No Carrefour as coisas tem o mesmo preço nominal que no Brasil, no entanto, como o Peso é desvalorizado em relaçao ao Real, os brasileiros tem um desconto de aproximadamente 30% instantaneamente. Só os vinhos e cosméticos que são muito mais baratos que no Brasil. Voltamos ao hotel e por volta de 20:00h, com o dia ainda claro, fomos jantar num restaurante próximo a Plaza Independência. Na hora de pagar, nao tinhamos pesos e não aceitavam cartao de crédito. A sorte é que eles aceitaram o pagamento em dólar. O jantar, com uma pizza média muito saboroza e alguns refrigerantes saiu por U$ 10,00, o que foi muito barato pelo tanto que comemos. Depois disso, voltamos ao hotel para dormir. Por enquanto é só.

segunda-feira, outubro 29, 2007










Ontem saimos de Santiago as 7:55h da manha em direção a Valparaiso. Quando chegamos na estacao de metrô, descobrimos que aos Domingos ela só funciona das 08:00 as 22:30h. Sendo assim, tivemos que pegar um taxi. Pagamos 4.120 pesos (R$ 16,50). Chegamos em Valpo (como os chilenos chamam) quase as 10:00h. O terminal rodoviário fica na Avenida Pedro Montt, de frente ao Congresso e a praça onde também fica o Teatro Municipal. Seguimos a Pedro Montt e depois a Condel. Daí subimos em direçao ao Oceano Pacífico pela Av. Bellavista. Lá, havia uma passarela para atravessar a Av. Errazuriz ligeiramente alta e acabamos tirando algumas fotos lá. Depois caminhamos até a Plaza Sotomayor, a alguns metros ao sul (oceano a direita) pela Av. Errazuriz, e vimos as edificaçoes da praça que são muito bem conservadas. Haviam até alguns oficiais da marinha pintando parte da sede naval próxima a praça. Continuando pela Av. Errazuriz e, a alguns metros adiante, há o Ascensor Artilleria, um elevador que sobe em diagonal até o topo do morro. Tiramos algumas fotos nos mirantes, passeamos por uma pequena feira e admiramos o museu naval. A subida/descida custou 500 pesos chilenos (R$ 2,00) e é a melhor vista panorâmica de Valparaíso. Dali, voltamos para a Plaza Sotomayor e subimos pelo Ascensor Peral, no fundo da praça a esquerda. Foram 100 pesos para subir (R$ 0,50). O Ascensor pára ao lado do Palácio Banburriza. Na praça logo depois do Palácio informava que a La Sebastiana (Casa-Museu de Pablo Neruda) estava a 2,5 km. Como era só subida e ainda iamos até Viña del Mar, desistimos da idéia de irmos até lá. Subimos pela Monte Alegre, viramos a esquerda na Higuera e seguimos Urriola até a Almirante Montt. Descemos a Almirante Montt, seguimos a Pierre Lote e descemos a Concepcion. No final da rua Concepcion há o Paseo Atkins que dá vista para a cidade. Depois subimos até a Papudo, viramos a direita, e descemos até o final da Templeman. No final da Templeman há o Paseo Gervaso e o Ascensor Concepcion, o mais antigo de Valparaiso. O valor da descida é de 100 pesos (R$ 0,5). Quando se sai do Ascensor na parte baixa da cidade, há o Relógio Turri. Valparaiso, embora a primeira vista seja parecida com as favelas do Rio de Janeiro por causa das casas em cima do morro, é uma cidade muito interessante por sua arquitetura e paisagens, principalmente dos mirante nos morros e não tem nada a ver com uma favela. As casas são muito bonitas. Na Plaza Sotomayor está a Estaçao de Metrô Puerto que liga Valparaiso até Limache passando por Viña del Mar. Chegamos a estaçao às 12:45h. Por sorte, havia um metrô que saia da estação as 12:54h. O metrô de Valparaiso é, na realidade, um veículo rápido sobre trilhos, assim como o metrô de Brasília. É necessário comprar um cartão magnético para usá-lo pois ele não funciona por tickets. Gastamos com as passagens e o cartao 1.500 pesos para nós dois (R$ 6,00). No site do metrô há os horário de partida (http://www.merval.cl/) e diferente dos blogs que eu li, foi super rápido tanto para sair de Valparaiso quanto para chegar em Viña del Mar. Em 15 minutos estavamos lá. A estação Viña del Mar é bem próxima ao terminal rodoviário, basta seguir a rua Sucre virando a direita na esquina com a rua Valparaíso e caminhar dois quarteirões, passando pela Plaza Francisco Vergara. No terminal, compramos as passagens para retorno a Santiago as 20:00h por 3.000 pesos por pessoa (R$ 12,00). Há uma diferença básica entre Viña del Mar e Valparaíso: enquanto Valparaiso foi contruida em cima de morros, Viña é tão plana quanto Santiago. Seguimos a Rua Quillota até a rua 3 Norte onde há o Palácio Rioja, uma mansão toda braca e muito bonita dentro de um jardim. Lá funciona também um concervatório de música e um teatro. Seguindo pela rua 4 Norte na altura da Av. Liberdad, encontramos o Museu Fonk onde há um Moai (Rapa Nui) original trazido da Ilha de Páscoa, uma ilha do litoral do Chile que fica a 4000 km de distância da costa. Uma pena que chegamos 20 minutos depois que o museu tinham fechado, pois há uma exposição arqueológica e um aquário com várias especies de peixes. Ao lado do museu, há o Castelo Carrasco. Seguimos pela 3 Norte até o Hotel-Casino que há em Viña del Mar. Nesse ponto, pode-se observar três castelos: o Wulff (beira-mar), Brunet(cerro) e o Presidencial(cerro). Achei interessante que em diversos lugares da cidade há vias de evacuação para o caso de uma tsunami. Seguimos pelo calçadão da beira da praia por uns dois quilômetros (Viña tem 3,5 km de praias) e embora estivessem fazendo 17 graus na sombra, fiquei toda queimada por causa do sol. Sendo assim, se forem a Viña, usem protetor solar. Percebe-se porque Viña é chamada de cidade-jardim: até os jardins perto da praia são super bem cuidados. Se tem a impressao que todos os jardins são planejados e cuidados com muito esmero. Além disso, a arquitetura "beira mar" é cheia de prédios modernos e em estilo europeu. No entanto, as praias em si não chegam nem perto das praias brasileiras. A água tem uma temperatura média de 10 graus e o Pacífico, embora o nome, é extremamente revolto em Viña. Para quem já foi para Floripa é comparável a Praia Mole. E o interessante é que se vê pessoas completamente vestidas, até de cachecol, passeando no calçadão ou deitadas na areia tomando sol. Como já eram 15:30h, resolvemos almoçar. Encontramos um shopping bem próximo de onde estavamos. Depois de perder um tempo valioso procurando um restaurante, acabamos almoçando num local onde a comida tinha pouca variedade, era ruim e muito cara. Resultado: comemos muito mal e pagamos muito caro, algo em torno de 17.500 pesos ( R$ 70 ). Do shopping, voltamos caminhando até a 1 Norte e perto da Ponte do Cassino avistamos a Plaza México. Atravessamos esta ponte e pela Av. La Marina, fomos até o Castelo Wulff e logo após vimos o Castelo Ross. Os Castelos de Viña estão mais para mansões estilizadas do que para castelos de verdade. Como já eram mais de 18:00h e não sabiamos o quão longe estavamos da rodoviaria, fomos caminhando pela Arlegui até chegar a rodoviaria. Chegamos lá as 19:00h. Como sabia que a Quinta Vergara era próxima a rodoviaria, pensei em nesta hora restante irmos até lá. Não sei porque estava achando que o parque fechava as 20:00h. No entanto, quando chegamos lá, descobri que fechava as 18:00h. Li recomendações ótimas a respeito deste lugar. Para se chegar lá, basta descer a Rua Bdo. Grave (rua a esquerda da estação Viña del Mar quando se está olhando em direção ao Pacífico). Da estação de metrô já se encherga os portões da Quinta. Meu pai, para me animar, até me disse que se fosse o caso nós voltariamos a Viña para ir lá. Na hora me pareceu boa idéia mas pensei melhor e acho que como ainda há coisas para se ver em Santiago, talvez não seja tao boa idéia assim. Voltamos ao terminal e pegamos o ônibus para Santiago. Também me lembrei que não vi o Relógio de Flores de Viña del Mar, uma atração tradicional de Viña. E só hoje descobri que ele fica na Plaza México. Mas agora é tarde. O pior é que meu pai ainda insistiu em ir na praça mas eu, achando que ainda tinha tempo para ir na Quinta Vergara, só tirei uma foto de longe. Chegamos em Santiago as 21:30h e fomos para o hotel.

Hoje, arrumamos nossas coisas, tomamos café e fizemos o check-out do hotel. Paguei um absurdo de 33.000 pesos (R$ 120,00) por três ligacoes de pouco mais de 3 minutos. Meu pai ficou indignado. Mas vou fazer o quê, discutir com o atendente dizendo que tem alguma coisa de errado. Eu também nem perguntei quanto custava o minuto, provavelmente 3.000 pesos=R$ 12,00, enquanto que nos "locutórios" eram algo de 100 pesos (R$ 0,40). Acho que fui na onda de Buenos Aires, onde fiz ligações todos os dias para o Brasil e não chegou a R$ 50 a conta telefônica. Daí fomos para a rodoviária pegar o ônibus para Mendoza, Argentina. Nos primeiros 100km, a impressão que se tem é que você só verá neve no topo dos Andes. Quando o terreno começa a ficar acidentado, que o ônibus passa pelas encostas das montanhas, a neve começa a aparecer mais próxima ao ônibus. A alta temporada das estações de esqui no Chile e na Argentina é julho e agosto, embora a neve só comece a derreter no início de outubro. Agora, já quase em novembro, há muito pouca neve nas montanhas. Mas ainda é possível se ver alguns montes que ainda não derreteram. Quanto mais próximo a fronteira com a Argentina, mais acidentada e perigosa se torna a estrada. Houveram momentos em que se via apenas um filetezinho de rio (formado pelo desgelo) no fundo do cânion. Um pouco antes de passar o túnel de El Cristo Redentor, onde há a fronteira entre Chile e Argentina, é necessário subir o morro através de 29 curvas sucessivas, em forma de "s", uma atrás da outras. As partes retas do trecho nao deveriam ter mais de 100m e a estrada é muito estreita, mal passam dois veiculos juntos. As vezes os caminhoes paravam nas partes retas para o ônibus conseguir passar. Chega a ser assustador. A estrada é muito movimentada. Houveram momentos em que achei que o motorista iria errar a curva e acabariamos caindo precipicio abaixo. Meu pai disse que, de todas as viagens que ele já fez, foi o trecho que estrada mais perigoso que ele já viu. Mas também foi neste trecho em que vi a neve mais perto do ônibus. Passamos em alguns túneis durante a subida que ainda estavam cobertos de neve. Meu pai até brincou comigo dizendo que se eu quisesse tocar a neve, bastaria tocar o teto do ônibus. O trecho realmente perigoso é só esse, mas as paisagens são inimagináveis. Embora haja perigo, vale muito a pena passar por esse trecho. Quando se passa para o lado Argentino, as "piranbeiras" melhoram sensivelmente. Quando passamos pela imigração, tive uma grata surpresa: ainda haviam montes de neve em volta do prédio. Foi ai que fiz a festa. Brinquei com a neve, tirei foto sobre ela e ainda fiz bolinhas de neve para vê-las quebrar de encontro a parede. Pareci uma criança com um brinquedo novo. A parada na migração durou mais de 40 minutos. As pessoas descem do ônibus, em um guichê é feita a saída do Chile e em outro a entrada na Argentina. Depois, eles olham as bagagens de mão e verificam uma ou duas malas para verificar se há algum item da bagagem que a entrada é proibida na Argentina. A 60 quilometro de Mendoza, pode-se ver uma lagoa muito bonita, de uma coloracao azul intensa formada por uma represa. Chegamos em Mendoza, após 6 horas de viagem (o ônibus atrasou 1 hora no terminal em Santiago), às 17:00h. Chegamos ao hotel, deixamos nossas coisas e fomos andar pela cidade. Caminhamos pela 25 de maio até a Plaza Independência e depois pela Peatonal Sarmiento. Percebemos que a cidade é bem mais suja e mal cuidada que Santiago. Há valas que para correr a água do desgelo dos Andes, no entanto parecem um lixo a céu aberto. Há uma grande quantidade de carros muito velhos circulando pela cidade, carro que sairam de linha quando o meu pai ainda era menino. Além disso, as pessoas não consertam os carro batidos. Há muito carro estragados, faltando peças e até com defeitos simples, como um farol queimado, circulando. Mas também há muitos carros velhos bem conservados. Na Subsecretaria de Turismo, na avenida San Martin bem proxima ao Peatonal Sarmiento, peguei informações sobre os passeios aqui em Mendoza e durante o jantar, um bife de chorizo muito suculento, descobri que o passeio de Alta Montanha é basicamente voltar ao local das 29 curvas e fazer o percurso até Mendoza. Sendo assim, já fiz o passeio e vou fazê-lo de novo quando voltar a Santiago dia 01/11. Há também um Mirante do Aconcágua. Como fui de avião para o Chile e passamos do lado do Aconcágua, com direito a foto e tudo mais, acho que nao será necessário fazer o passeio por causa deste detalhe. Acho que agora é comum ter internet de graça para os hospedes, pois o hotel que eu estou em Mendoza, Urbana Suites, também oferece o serviço. Bom, se tiver a oporturnidade, escrevo mais amanhã. Até mais.

domingo, outubro 28, 2007










Finalmente, Chile! Acordamos ontem as 3:30h porque o vôo saia as 5:30h. O vôo saiu na hora e chegamos em Sao Paulo as 7:00h. Viemos eu e o meu pai. Demos uma voltinha em Guarulhos e logos fomos para o embarque. Depois da Polícia Federal, há o primeiro Duty Free que estava lotado, provavelmente alguma escursao esperando o embarque. Entao seguimos para o segundo, bem mais trânquilo, no entanto nao consegui achar um óculos que me agradasse (um dos meus objetivos de compra para esta viagem) por menos de U$ 233,00, muito caro por sinal. O vôo estava marcado para as 9:10h, no entanto pegamos fila para decolar e acabamos decolando as 9:40h. Logo que entrei no aviao levei um susto: um aviao gigantesco com primeira classe e na classe executiva, 9 cadeiras por fileira, todas com televisoes individuais. Haviam 5 filmes e 15 canais de audio, fora o "show air", uma estimativa de todos os dados do vôo como onde o aviao estava, velocidade, temperatura externa, tempo de vôo entre muitos outros dados. Preenchi as fichas da imigraçao minha e do meu pai e acabei assistindo Duro de Matar 4, sorte a minha pois nao tinha assistido no cinema. O aviao sobrevoou o Paraná ainda no Brasil, entrou na Argentina, passou sobre um pedacinho do Paraguai e depois novamente Argentina. Vôo praticamente em linha reta. Quando começou a se aproximar da fronteira com o Chile, começamos a ver os picos brancos no horizonte. Acabei me emocionando porque nunca tinha visto a neve na minha vida. Mas também me desiludi um pouco quanto a tocar a neve nesta viagem porque há neve apenas no topo, todo o resto já descongelou. Mas a Cordilheira dos Andes é uma visao incrível, foi um evento dentro do aviao, até as pessoas que nao estavam perto da janela se levantaram para consegui um local de observaçao. Eu, como tive sorte, fiquei com uma poltrona na janela e só de ter tido uma janela só para mim e visto com "exclisividade" já valeu a viagem, acho que o vier a partir de agora é lucro. O aviao passa do lado o Aconcágua (foto ao lado), o segundo maior pico do mundo, menor apenas que o Everest. Depois dos Andes, começamos a ver os vinhedos que ficam em volta de Santiago. O meu pai ficou impressionado com a qualidade da terra, quase preta de tao boa. Chegamos ao Aeroporto que mais parecia um hotel, todo encarpetado. Logo passamos pela imigraçao e depois fomos pegar as malas e um taxi. Há diversos valores: desde U$ 10 a U$ 26 por pessoa. O valor menor é um micro ônibus que demorava quase uma hora para chegar no hotel. No entanto, como eramos meu pai e eu, pagamos um taxi por U$ 26. Chegamos ao hotel, deixamos as bagagens e depois fomos bater perna. Como quero ir a Valparaiso e a Viña del Mar amanha e além disso, segunda-feira vamos a Mendoza, fomos para a rodoviária comprar as passagens. Quando chegamos lá, percebemos que há vários preços e vários horários praticamente para todos os lugares que você pensar. Há passagens até para o Rio de Janeiro. Acabamos comprando passagens para Valparaiso por 2800 pesos chilenos ( o equivalente a 12 reais) por pessoa na empresa Condor saindo amanha as 7:55h e passagens de ida e volta para Mendoza por 16000 pesos chilenos (64 reais) por pessoa na empresa Cata saindo segunda as 10:00h. As passagens compramos no terminal Alamenda que fica na saída da estaçao Universidade de Santiago, muito fácil de chegar. Nosso hotel, Hotel Neruda, é super bem localizado e muito bom, a metros da estaçao Pedro de Valdívia e realmente, o Bairro Providência é um excelente local para se hospedar em Santiago. Há diversos restaurantes e lojas por perto. Voltamos para a estaçao Pedro de Valdívia nao para o hotel, mas para irmos ao Cerro San Cristoban. Logo que chegamos lá, vimos o quanto o parque onde está o Cerro é tranquilo. Há duas formas de subir o Cerro. Uma é através do teleférico que cabe duas pessoas. No entanto, ele chega a alturas vertiginosas. E quando se está dentro, justamente pelos estralos e balanços, dá um pouco de medo, principalmente quando se passa pela torre de sustentaçao dos cabos. Neste tranporte há uma parada. De funicular, nao há paradas e ele se parece com um trenzinho, estilo o trenzinho do Corcovado, no entanto, ele se molda a descida, com vagoes independentes. Na segunda parada do teleférico, se tem uma vista espetacular da cidade, quase aérea e pode-se perceber porque Santiago tem 5 milhoes de habitantes: a cidade é gigantesca. E com os Andes fazendo parte da paisagem. Muito bonito! Pode-se perceber também que ela é totalmente plana. E nao há casas nas elevacoes. Vale muito a pena ir neste Cerro. O preco do teleférico é 1500 pesos chilenos subida/descida (6 reais). Há também uma Santa no topo do Cerro, um Santuario e uma Igreja. Além de loginhas de suvinir. Meu pai ficou interessado um uma bebida feita com suco de péssego, trigo e água, mas quando ele descobriu o que era, desistiu da idéia de bebe-la. Estava um pouco preocupada com a hora pois chegamos ao Cerro as 16:00h. No entato, aqui em Santiago o dia começa a escurecer, pelo menos nesta época do ano, as 20:00h. Quando descemos o Cerro, ainda eram 19:00h e a luminosidade do dia era equivalente as 17:00h no Brasil. Fomos caminhando até o hotel, que nao estava muito longe. Estavamos os dois cansados, tomei banho e dormi quase instantaneamente depois que deitei.Acordamos hoje as 07:30h, nos arrumamos e fomos tomar café. Nao pode-se comparar o café da manha daqui com os do Brasil, onde há hoteis com 53 variedades de alimentos, mas deu para o gasto. Este nao é um problema pontual e sim de todos os hoteis fora do Brasil. Acho que brasileiro gosta mesmo de fartura, mostrar que nós temos e temos muito. Observamos que as lojas aqui só abrem as 10:30h, diferente para os padroes brasileiros. Após o café, fomos para o centro da cidade e descemos na estacao La Moneda, do lado do Palácio La Moneda. De lá, fomos até a parte de traz do Palácio e seguimos pela Rua Morandé. Na Rua Campañia achamos interessante um prédio onde apenas a fachada ainda estava de pé, perguntei e a moça da lojinha logo em frente a contruçao disse que era o prédio de um jornal que pegou fogo. Vê-se que a fachada é mantida por vigas de ferro. Dali, seguimos para a trasversal seguinte, Rua Catedral, e seguindo ela virando a direita. Entao chegamos a Plaza de Las Armas. Lá há a Catedral Metropolitana e o Prédio dos Correios que se destacam pela beleza das construçoes. Um prédio muito bonito é o prédio dos Tribunais ainda na Rua Catedral. A Catedral Metropolitana encantou o meu pai pela beleza, mas como já fui a Catedral Metropolitana de Buenos Aires é dificil encontrar algo mais bonito. A Rua Puente é só para pedestres e no final, o Mercado Central. Entramos no Mercado e por causa do cheiro forte de pescado resolvemos sair. Mas pôde-se perceber uma grande quantidade de restaurantes lá dentro e o principal deles, o Donde Augusto, que ocupa todo o centro do Mercado. Dali voltamos para a Plaza de Las Armas com uma passada no Mall do Centro. E minha primeira surpresa quanto a preços de roupas: um tênis da Puma por 90 reais. Quase irreal no Brasil. Eletrodomésticos também bem baratos. No entanto, roupas de péssima qualidade por preços absurdos. Acabei comprando um chip da Claro para fazer ligaçoes para o Brasil e custou 7000 pesos. Ele tem 20000 pesos em créditos e segundo o atendente custa 100 pesos o minuto para o Brasil. Sendo assim, sao 200 minutos de ligacao. Na Plaza de Las Armas almocei (muito ruim a lasanha por sinal) e fomos até um supermercado para o meu pai ver o preco das coisas. As únicas coisas que sao mais baratas (e por sinal muito mais baratas) sao os vinhos que chegam a custar 1/4 dos preços no Brasil. Depois fomos para o vinhedo Concha y Toro que havia reservado ontem (é importante reservar antes). Fomos de metro até a estacao Tabalaba e ali trocamos de linha. Aí, fomos até a última estacao, Puente Alto. Quando se sae da estaçao há taxistas como urubus em volta da carniça. Sao em média U$ 4 para ir de taxi. Acho que eles fazem isso para as pessoas nao descobrirem quanto custa para ir de ônibus, algo em torno de U$ 0,7 (380 pesos chilenos) e tao eficiente quanto, pois o ônibus para em frente a entrada do vinhedo em 10 a 15 minutos, basta pegar qualquer ônibus para Pirque (mas pergunte antes de subir no ônibus, pelo menos o que pegamos fez isso). O tempo total saindo da estacao La Moneda e chegando a Pirque foi de 1:30h. No passeio assistimos um breve vídeo sobre os tipos de vinhos que sao produzidos, degustamos 3 tipos de vinho e conhecemos a infra-estrutura, incluindo a parte externa da casa dos donos dos vinhedos, seu jardim com uma lagoa artificial e onde os vinhos sao guardados para maturacao. O guia nos leva ao Casillero Del Diablo onde surgiu a lenda que leva o mesmo nome e no final do passeio ganhamos uma sacola para levar as taças da degustacao. Há também uma loja de conveniência e um resturante caso os visitante queiram alongar a visita. Sabiam que no Chile que por causa das fronteiras naturais impedindo a entrada de pragas, por um motivo inesplicável de que os passaros nao comem as uvas, pela qualidade da terra e do clima igual ao mediterrâneo nao há necessidade de agrotoxicos nem adubo, sendo o vinho daqui totalmente orgânico isento de produtos químicos nocivos. Fiquei impressionada. Eu que nao gosto de vinho até experimentei (embora este fato nao tenha mudado minha opiniao). Meu pai adorou o passeio, principalmente porque ele bebeu em dobro (por mim e por ele) e além disso ganhamos as taças. Compramos até umas besteiras lá. Para voltar, fomos a esquina anterior a entrada de Concha y Toro até o ponto de ônibus e pegamos o primeiro que apareceu escrito Metro na frente. Dito e feito, em 10 minutos estavamos em frente a estaçao Puente Alto. Em 40 minutos estavamos na estacao Tabalaba novamente onde seguimos a pé para o hotel, no entanto, no caminho paramos na Pizza Hut para comer. Meu cartao de crédito, pelo jeito, é seletivo: ele funciona quando ele quer. Para comprar as passagens e as coisas em Concha y Toro foi tranquilo. No entanto, para pagar as entrada em Concha y Toro e a conta na Pizza Hut, ele nao funcionou. Acho que o problema é o chip. Decobri que aqui perto do Hotel há a loja Paris que o Marco Rafael falou a respeito de preços, no entanto, nem cheguei a entrar. Chegamos ao hotel e tive a maravilhosa surpresa que a internet para hospedes é de graça, a-d-o-r-e-i! Bom, é isso, amanha escrevo como foi nossa ida a Valparaiso e Viña del Mar.