Mapa

........................
Visualizar Lugares que já conheci em um mapa maior

segunda-feira, agosto 08, 2011

VENEZUELA

Dia 01/09/2010 – São Paulo - Caracas – Los Roques

Mapa do Arquipélado de Los Roques
Chegamos a Caracas às 4h30. O aeroporto é bem grande e aparentemente moderno. No entanto, demorou uma eternidade para nossas malas saírem na esteira, embora tivesse etiquetas vermelhas e chamativas de primeira classe. Nosso vôo seguinte era pela Aerotuy (http://www.tuy.com/home_espanol.html), umas das únicas empresas que fazem o trecho Caracas – Los Roques – Caracas, às 6h. As malas saíram às 5h15 depois de reclamar com o rapaz da companhia aérea. Lemos em diversos lugares que existem dois câmbios na Venezuela, o oficial e o negro. O cambio oficial, na época que fomos, era 2.5 bolivares compravam um dólar. Também li sobre perguntar as pessoas que fazem o transporte de cargas que eles sempre têm alguém para indicar. Conversamos com um dos carregadores e logo, logo veio alguém querendo vender bolívares para nós, no entanto, estávamos tão atrasados para o vôo seguinte que dispensamos. O aeroporto internacional e o aeroporto nacional em Caracas são conectados. Logo após as maquinas de raio-x, há uma placa indicando uma porta a esquerda para embarques nacionais. Saimos correndo por essa porta e vários corredores depois, chegamos no embarque nacional. Logo, logo um senhor nos abordou perguntando se queríamos comprar bolívares. Perguntei o cambio e ele nos disse que 1 dolar compravam 4.5 bolivares. Achamos razoável e cada um comprou 450 bolivares. No final, esse senhor nos ajudou em tudo: no levou até o balcão de embarque da Aerotuy, ajudou a carregar nossas malas e quando viu que estava tudo resolvido, sumiu. Achei uma baderna o balcão da Aerotuy, tinha gente viajando com caixas e caixas de resfriamento e todas espalhadas pelo chão. As malas são colocadas em um canto, a esteira não as leva para o avião. Achei que a atendente ia cobrar caro pelo nosso excesso de bagagem, pois no site da empresa informa que o peso permitido era de 10kg. Minha mala não tinha menos que 20kg e a do meu marido deveria ter uns 15 Kg. Ela fez uma conta no papel e no final, cobrou 30 bolivares. Fomos para a sala de embarque, jurando que íamos perder o avião. No final, fomos chamados para embarcar já eram quase 7h. O avião era pequeno, cabia apenas 40 pessoas. Fiquei morrendo de medo, mas assim que ele levantou vôo e estabilizou, eu relaxei um pouco. E quarenta minutos depois, começamos a ver o arquipélago de Los Roques. Quando o avião pousou, vimos como a ilha era simples: uma vila de pescadores e o aeroporto era praticamente só a pista de pouso. Retiraram toda bagagem, um cão farejou as malas em busca de drogas e logo depois liberaram para que pegássemos nossas coisas. Um rapaz da Pousada Mediterrâneo (http://www.posadamediterraneo.com/) veio buscar nossas mochilas com um carrinho de mão. 
Bem vindo a Los Roques
Chegamos na pousada já eram quase 9h. Fomos para o quarto e ficamos lá até o almoço. Depois fomos dar uma volta pela ilha e subimos em um dos morros que tinha as ruinas de um farol. De lá vimos como o mar do arquipélago é lindo: várias tonalidades de azul. Ficamos encantados. Depois fomos almoçar em um dos poucos restaurantes da ilha, mas na beira da praia. 
Vista do Farol
Combinei com o meu marido que, como ficaríamos 5 dias, um dia seria de descanso e outro seria de passeio, pois havia visto no nosso quarto um folder do hotel com os preços de passeios e todos eram U$ 25. Depois do almoço, fomos procurar um quiosque de mergulho, pois o meu marido e até eu, estávamos pensando seriamente em mergulhar com tanques, embora eu nunca tivesse feito isto antes. O preço era em torno de U$ 100 por pessoa um curso básico e uma submersão. Depois, voltamos para o hotel para conversar com o Omar, o gerente do hotel, quanto a passeios. 
Los Roques
O guia da Lonely Planet indicava o Oscar Shop para os passeios, mas como tínhamos visto o folder no quarto, concluímos que talvez fosse mais barato reservar os passeios com o hotel. Outra decepção, na conversa com o Omar, o passeio saiu de U$ 25 e foi bater em U$ 200, ficamos chocados. Além disso, ele nos explicou que os U$ 25 eram apenas o aluguel da caixa refrigerada com suprimentos para o passeio, como sanduíches, refrigerantes e cervejas. Falei com o meu marido para aguardarmos até o dia seguinte e irmos ao Oscar Shop e ver os preços de lá. No entanto, em outro passeio pela pequena vila no final da tarde, descobrimos onde era o Oscar Shop e fomos até lá. O local estava fechado, mas os preços estavam afixados no “balcão”. 
Preços do Oscar Shop
(preços em bolivares)
Passeios para ilhas perto eram em torno de U$ 5 e para ilhas mais distantes, em torno de U$ 25 por pessoa. Preços bem mais agradáveis. E depois que vimos os preços e a quantidade lugares que poderiamos visitar, nossa idéia de passear um dia e descansar outro foi por água abaixo. Jantamos na pracinha principal, aonde finalmente vimos um pequeno movimento de pessoas, e depois fomos dormir. História de escolha da pousada: quando decidimos que iriamos para Los Roques, começamos a procurar pousadas na vila, que é praticamente só de pousadas. 
Mapa de Gran Roques
A Pousada Mediterrâneo era muito bem recomendada e se auto intitulava a melhor pousada da ilha Gran Roques. Pesquisamos, lemos várias pessoas falando bem, resolvemos reservar com eles, pois o meu marido tinha muito medo de irmos para Los Roques e termos dor de cabeça por ficar em um lugar ruim. A pousada é muito boa, isso eu não posso negar, mas não é bem o que mostra o site. Quando vimos o site, pensamos que ela era na beira do mar. Jurava que tomaria café da manhã olhado o mar do caribe. Doce ilusão, ela fica a duas ruas do mar e não dá para ver nada do restaurante que fica no terraço dela. Só árvores. Além disso, se você realmente quiser ficar lá, comece a negociação com meses de antecedência, pois eles são muito lentos para responder. Mudaram os nossos dados diversas vezes e quando corrigíamos, demorava até uma semana para enviar as informações atualizadas. E para enviar os vouches? Foi quase um mês pedindo toda semana e nada deles responderem. Fomos receber os vouches dia 31/08/2010, quando já estávamos a caminho da Venezuela. Pagamos U$ 80 por pessoa/por dia, mais o vôo de U$ 250 (ida e volta) por pessoa, totalizando U$ 650 dolares por pessoa. O vôo foi a própria pousada que reservou, no entanto, achei sites na internet vendendo bem mais barato só que também fiquei sabendo que em muitos casos, apenas os venezuelanos poderiam comprar. Como não conhecia nenhum venezuelano, preferi não arriscar e pedi para a pousada fazer as reservas.

Dia 02/09/2011 – Francisqui e Madrisqui

Em Gran Roques não há nada para fazer. A praia da ilha é inclusive bem suja com algas. Fomos ao Oscar Shop e perguntamos um lugar legal para ir. O Oscar nos mostrou a tabela de preços (que havíamos visto no dia anterior) e nos disse que Francisqui era muito bonito. Também disse que poderíamos fazer dois lugares no mesmo dia, então decidimos ir a Francisqui e depois para Madrisqui. Los Roques não é um lugar de agito. As pessoas vão para lá para descansar. Para nós, foi uma segunda lua-de-mel. Tudo muito calmo e tranquilo, com uma vista de tirar o fôlego. 
Corais no fundo do mar em
Francisqui (50 cm de
profundidade)
Francisqui é deslumbrante! Foi um ótimo começo. São três ilhas bem próximas umas das outras, e próxima também de Gran Roques. Dá para se caminhar no mar entre as ilhas. A água é limpíssima e transparente. No raso, você vê os peixinhos nadando como se eles tivessem flutuando no ar.  Em Francisqui e Gran Roques, é comum ver iates atracados perto da praia. No entanto, as praias ficam vazias e o melhor: você não precisa se preocupar com suas coisas. Diversas vezes fomos mergulhar na “piscina” – um lugar onde os corais fecharam cobriram as beiradas e é repleto de vida marítima - que há em Francisqui e quando voltamos, tudo estava em ordem. 
A "piscina" de Francisqui
Haviam apenas pequenos lagartinhos (comuns em todas as ilhas) aproveitando a sombra do nosso guarda-sol. A propósito, no Oscar Shop contratamos o serviço completo: cadeiras e guarda-sol, óculos de mergulho, snorkel, pés de pato e, além disso, os passeios para Francisqui e para Madrisqui. E tudo isso não ficou mais de U$ 30 para nós dois. Almoçamos em um restaurante da ilha. Francisqui é uma das poucas ilhas que têm restaurante. O meu marido amou o peixe que ele comeu lá. Ficamos em Francisqui até às 13h30. Depois, um barco passou lá e nos levou a Madrisqui. Achamos Madrisqui meio chato e não é tão bonito quanto Francisqui, talvez porque não tenhamos ido a um lugar dentro da ilha que se parece com a “piscina” que tem em Francisqui. 
Estrela do mar
(1,5m de profundidade)
Ficamos a tarde inteira na beira da praia. E o sol estava muito forte. A única coisa de diferente que vimos foi uma estrela do mar. Eu tinha um saquinho onde se coloca a câmera para tirar fotos dentro da água, mas nunca tinha testado. Depois de muitas tentivas, conseguimos tirar uma foto da estrela do mar. Estávamos escondendo do sol de todas as formas, principalmente o meu marido, que é branco como o leite. Fora do mar fazia um calor danado e dentro do mar, não tinha como fugir do sol. Foi quando percebi que o nosso protetor solar (Sundown – fps30) não iam adiantar naquele sol. Além do sol muito forte, não tínhamos levado relógio, então não tínhamos noção de que horas eram. Marcamos com o pessoal do barco às 17h30, mas como o sol já estava baixo no horizonte, começamos a pensar que tinham esquecido a gente lá. Enquanto aguardávamos nos buscarem, vimos como a população de lá não tem noção nenhuma do tesouro que eles têm: um menino que estava com um grupo de pescadores de lá comeu batata frita e jogou o saquinho no mar, com a aprovação do pai dele. Sai desesperada para pegar o saco e depois jogá-lo no lixo. Quando finalmente o barco chegou, descobrimos que lá escurece mais cedo e quando o sol estava baixo no céu era por volta de 16h. 
Praça Bolivar - praça principal
de Gran Roques
Voltamos para Gran Roques e percebemos o quanto de sol tínhamos pegado: estávamos dois pimentões. Foi uma delícia entrar no quarto geladinho em razão do ar condicionado ligado o dia inteiro, que pelo jeito é comum por lá, pois me lembro bem que quando saímos o desligamos, mas quando voltamos, além do quarto arrumado, o ar condicionado estava ligado e congelando o quarto. Fomos à farmácia e descobrimos que em Gran Roques o câmbio é mais favorável ainda: 1 dólar compram 7 bolivares. Jantamos na pracinha e depois voltamos para o hotel.


Dia 03/09/2010 – Maceta de Cote e Krasqui

Tomamos café, compramos lanches nos mercadinhos da vila e fomos para o Oscar Shop. Nessa altura já tínhamos feito amizade com o Oscar. Para ir para Maceta de Cote é necessário fazer a reserva com um dia de antecedência e no dia seguinte ver se há gente o suficiente para fazer o passeio. Quando chegamos ao Oscar Shop, a primeira coisa que ele me perguntou foi: “Tienes miedo de tiburon? (Tem medo de tubarão?)” 
Cor da água indo para Maceta de
Cote
Eu falei que claro, então ele me respondeu que probabilidade de vermos algum nesse dia era grande. Fiquei até com um frio na espinha. A viagem de Gran Roques até Maceta de Cote é de uma hora de barco e a cor da água varia entre verde e azul indo de tons claros a tons escuros. Maceta de Cote fica no limite do arquipélago ao sul. É excelente para fazer snorkel, víamos o fundo do mar a quase 8 metros de profundidade como se estivesse a dois ou três metros. Ficamos deslumbrados. Mas não vimos tubarões! Ficamos em Maceta de Cote por volta de 1h30 e foi realmente uma pena não ter o case das nossas câmeras para tirar fotos dentro da água. Depois de Maceta de Cote, percebemos que não precisariamos fazer mergulho, pois a água é translucida. Então, desistimos da idéia.
Maceta de Cote - fundo do mar a
8 metros de profundidade
Depois fomos para Krasqui. Krasqui é quase como Francisqui: de um lado praia e do outro lado da ilha, corais quase saindo da água, embora eles não formem uma piscina, como em Francisqui. Foram que a água, em todo arquipélago de Los Roques é bem quente, quase como em uma piscina aquecida. Era interessante sentir, enquanto estávamos no meio dos corais observando os peixes, as correntes de água fria, era evidente a diferença de temperatura. 
Peixinho no coral em Krasqui
Em um dos momentos que estávamos nadando, me vi em meio a um cardume de peixinhos, todos rodando ao meu redor. Foi muito legal! Em Krasqui tem uma quantidade enorme daquelas conchas que colocamos no ouvido para ouvir o barulho do mar. O caminho de um lado ao outro da ilha é delimitado dos dois lados por essas conchas. Além disso, havia uma pilha de mais de 2 metros de altura delas do lado que entramos para fazer snorkel.
Pilha de conchas em Krasqui
Já do lado da praia, há vários pequenos corais mortos. Os corais quando morrem, pelo menos em Los Roques, ficam brancos. Todo o chão do arquipélago é formado por pó de corais e por isso a água é tão azul lá. Ficamos em Krasqui até por volta de 16h30, quando o barco passou e nos levou de volta para Gran Roques. 
Central de informações em Gran Roques
Chegamos à pousada, tomamos banho e fui tentar acessar a internet do hotel pelo meu celular. A internet só funciona no terraço da pousada, mas no meu celular não funcionou de jeito nenhum. Já era noite quando saímos para procurar uma lan house. Quando encontramos, a luz da ilha inteira acabou. Ficamos no breu. Fomos para a pracinha, encontramos um lugar para jantar a luz de velas e depois voltamos para a pousada que acredito ser uma das poucas da vila que tinha gerador. Nosso dia terminou aqui.

Dia 04/09/2010 – Cayo d’Água – Dos Mosquises – Espenquí

Tomamos café e fomos direto para o Oscar Shop. Perguntamos ao Oscar por um passeio que fosse tão bom quanto ao de Maceta de Cote e Krasqui. Ele nos recomendou Cayo d’Água dizendo que além do lugar ser lindo, tinha muitos recifes de corais. E naquele dia tinha alguns barcos indo para Cayo d’Água. Como não haviam restaurantes e estávamos cansados de comer biscoitos e salgadinhos, fomos até a padaria onde a maioria das pousadas que alugavam a caixa refrigerada com alimentos compravam seus sanduiches. Compramos sanduiches e refrigerantes e alugamos a caixa no Oscar Shop. No final, percebemos que o preço praticado pela Pousada Mediterrâneo (U$ 25) não era tão absurdo assim, embora as cervejas seriam desperdiçadas pois nós dois não bebemos. Providenciar a caixa, o gelo, quatro refrigerantes e dois sanduiches ficou por U$ 20. O próprio Oscar indicou onde compraríamos gelo. 
Deck turistico de Gran Roques
Os barcos saem sempre por volta de 9h. Enquanto esperávamos, ficamos observando os pelicanos pescando e as gaivotas loucas para roubar o produto da pesca dos pelicanos.  Além disso, é comum ver “cangrilitos (carangueijinhos)” andando na areia perto do deck onde os barcos paravam. Sentada lá e percebi também a grande quantidade de brasileiros que estavam ali esperando por seus passeios. Além de nós, também eram comuns espanhóis e italianos. 
Cayo d'água
Chegamos a Cayo d’Água por volta de 10h30, pois a viagem demora em torno de 1h30. Foi a primeira vez que vi a praia cheia: provavelmente deveria ter em torno de 50 pessoas na ilha. Cayo d’Água fica no limite oeste do arquipélago e é deslumbrante, principalmente por um ponto estreito da ilha que fica ligeiramente debaixo as ondas em que quebram tanto as ondas do alto mar quanto as ondas do arquipélago. É realmente muito bonito! E a variação de águas azuis de Gran Roques até Cayo d’Água é de tirar o fôlego. 
Cayo d'água
Cayo d’Água é como em Krasqui: de um lado da ilha, já em mar aberto, há uma região rasa onde pode-se praticar snorkel e do outro lado da ilha, do lado do arquipélado, há uma região mais funda onde também há recifes de corais.  Ficamos a maioria do tempo na parte rasa, do lado do mar aberto. Neste dia já estávamos nadando de roupa, pois não estávamos aguentando o sol. Eu, por exemplo, não estava aguentando a dor atrás dos joelhos, principalmente pelo sol que estávamos pegando quando faziamos snorkel. E olha que estávamos passando protetor solar fator 50. Ficamos em Cayo d’Água até 13h30. Depois fomos para Dos Mosquises. Lá funciona um projeto estilo o Tamar, que proteção às tartarugas marinhas. 
Tartaruga com 7 dias de vida
Eles têm um viveiro com tartarugas de 7 dias de idade, até adultas. Haviam tartarugas até de olhos azuis. Eles nos mostraram quatro ou cinco tipos de tartarugas que são comuns no arquipélago e ficamos impressionados com os tamanhos: há algumas que têm mais de 2 metros de comprimento. Além disso, nos deram uma pequena palestra sobre uma antiga civilização que morou no arquipélago. Andamos pela ilha, vimos fotos das escavações a respeito desta civilização e fomos nos esconder do sol que estava particularmente forte neste dia, não conseguíamos nem pisar na areia. Daqui fomos para Espenqui, onde há um recife de coral saindo do mar. Já eram por volta de 15h. Ficamos um tempo lá e foi quando vi uma pessoa usando celular na ilha, no meio do nada e o mais interessante, conversando normalmente como se estivesse na cidade. Fiquei impressionada! Na volta para Gran Roques, passamos ainda em Noronquises para pegar alguns passageiros e depois fomos para Gran Roques. No barco começamos a conversar com uma grega que nos disse que fazia 6 meses que ela estava viajando: já tinha dado um volta pela Europa, pelo Oriente Médio e que agora estava nas Américas. Ela tinha a intenção de ir a Brasília em de 3 semanas. Colocamos-nos a disposição no que ela precisasse. Chegamos a Gran Roques por volta de 17h30, enquanto estávamos voltando para o hotel, o meu marido encontrou a cozinheira do restaurante em Francisqui e perguntou se ela estaria lá no dia seguinte, pois ele fazia questão de almoçar lá no dia seguinte. Ela confirmou. Então fomos para a pousada tomar um banho. Como era nossa última noite na ilha, queríamos jantar em um restaurante legal, que eram poucos, mas existiam. No entanto, todos eles eram bastante caros, o jantar saia cedo e deveríamos ter feito a reserva no mínimo no horário de almoço. Procuramos a nossa pousada e tivemos a mesma resposta: se quiséssemos jantar lá, deveríamos que ter feito a reserva no máximo até o horário que saímos pela manhã. Bom, como não encontramos outro restaurante interessante, acabamos jantando no Aquarena Café, que acredito que nos nestes últimos 4 dias de estada, devemos ter ido umas 3 ou 4 vezes. Tem comidas de todos os tipos, desde massas até frutos do mar e a noite, ele tem toda uma preparação. Ele fica na beira da praia. Além disso, lá também vende alguns artesanatos e lembranças. Quando terminamos o jantar, voltarmos para o hotel para arrumar as malas. Era uma pena que nossa aventura caribenha estivesse acabando.

Dia 05/09/2011 – Último dia em Los Roques – Francisqui – Caracas

Acordamos cedo, tomamos café e antes de ir para Francisqui, andamos um pouco pela ilha em busca de pequenas lembranças. 
Tonalidades de Azul em Francisqui
Chegamos a Francisqui por volta de 9h e combinamos com o piloto do barco que às 13h30 queríamos ir embora. Acomodamos-nos e ficamos um tempo na praia juntos. Eu estava cansada de fazer snorkel, tanto que neste dia nem aluguei o kit. Por volta de 10h, o meu marido foi para a piscina e lá ficou em torno de 2h30, tanto que quando ele saiu me disse que os peixes já estavam tão acostumados com ele que tinham alguns que estavam nadando junto com ele. Enquanto ele ficou na piscina, fiquei tomando sol e tirando fotos do lugar, que para mim, entrou para a lista dos lugares mais bonitos que já conheci. 
Paisagem em Francisqui
Com certeza, se tiver a oportunidade, voltarei lá. Foram dias muito bons! Não quero desmerecer Cancun, que foi o meu primeiro contato com o mar do Caribe, mas a paz de Los Roques é impagável. Nesse dia, até por volta de 11h, tinham por volta de 20 pessoas na praia. 
Peixe perto de um coral
E não há aquela cobrança de estar com o corpo perfeito para ir à praia, as pessoas não tem preocupação com isso, então lá apenas para descansar. Assim que o bar do restaurante abriu, fiz nossas reservas de pratos, pois o restaurante em si, abria por volta de 13h. Almoçamos e o meu marido novamente adorou o prato que a cozinheira fez para ele. Saimos da ilha no horário. Quando cheguei à pousada e fui tomar banho, a água tinha acabado. Tive que esperar uma meia hora para conseguir terminar o meu banho. Nosso vôo era às 17h. Quando terminamos de nos arrumar, fomos até a Plaza Bolivar (a pracinha da vila) onde ficava o guichê da Aerotuy. Entregamos nossas bagagens e nossas passagens, a moça conferiu e disse que por volta de 16h30 deveríamos estar perto da pista de pouso para embarcarmos. Ficamos batendo-papo com o Oscar e com os irmãos dele (que são idênticos a ele e que também respondiam se chamássemos eles de Oscar). Por volta de 16h30 o avião chegou e foi bem estilo rodoviária: tiraram todas as bagagens que estavam dentro do avião em questão de minutos e enquanto nós embarcávamos, colocaram nossas bagagens dentro do avião. Desta vez, saímos até antes do horário, por volta de 16h50. O vôo foi tranquilo e chegamos a Caracas por volta de 17h30. Pegamos nossas mochilas e fomos procurar um taxi. A primeira das nossas broncas com o aeroporto foi a respeito de circulação: só se pode usar os carrinhos de carga se você estiver dentro da sala de desembarque, os carrinhos não circulam dentro do saguão do aeroporto. Depois, queríamos já tentar despachar nossas malas, pois nosso vôo no dia seguinte era às 6h, então queríamos carregar o mínimo de carga possível para agilizar a volta para o aeroporto no dia seguinte. No entanto, como são poucos os guichês, eles só abrem duas horas antes do vôo, ou seja, tínhamos que carregar as nossas mochilas nas costas o aeroporto inteiro, pois não podíamos usar carrinhos, e não tinha como já despachar as malas. Além disso, as filas dentro do aeroporto eram assustadoras, do mesmo nível das filas do aeroporto de Guarulhos no final do ano no auge da crise aérea. Minha mochila estava pesada, minhas costas doendo de tão queimada e não conseguia dar mais nenhum passo. Sentei no chão e pedi para o meu marido procurar sozinho o taxi. Fiquei morrendo de medo de a polícia venezuelana querer me revistar. Li em vários lugares que eles adoram fazer revistas, criar caso, tomar o passaporte e só devolver se pagarmos alguma propina para eles. Quando o meu marido voltou, com preços absurdos de taxi, pensamos em alugar um carro, pois precisaríamos tanto ir para o hotel quanto voltar para o aeroporto no dia seguinte de madrugada. No entanto, o aluguel do carro também não compesava. Enquanto o meu marido tentava negociar o aluguel do carro, eu tentava comprar dólares com os bolívares que tinha. História dos bolívares: Eu, muito esperta, jurava que conseguiria comprar dólares com bolívares em Caracas. Então comprei todos os dólares que tínhamos em bolívares na Oscar Shop (1 dolar comprava 7.5 bolivares), o que nos rendeu em torno de 1800 bolivares. Pensei que como o cambio oficial é bem menor que o cambio negro, ganharia alguns dólares na transação. NÃO FAÇAM ISSO! Não tem como comprar dólares em Caracas, pois simplesmente as casas de câmbio não vendem dólares para estrangeiros. E os cambistas fazem um cambio pior do que o negro para a compra de dólares por estrangeiros para desencorajar a venda. | No final, negociamos com um taxista e finalmente conseguimos ir para o hotel. Demoramos umas duas horas para chegar no hotel, pois era domingo a tarde e todo mundo estava voltando da praia. Enquanto voltávamos, vimos como Caracas é pobre: há favelas por todos os cantos. O centro da cidade é muito parecido com São Paulo. Conversamos um pouco com o taxista e ele nos contou que ficou empolgadíssimo quando Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo, pois finalmente ele teria condições de participar. Ficamos no Hotel President (http://www.hotelpresidentcaracas.com/) que reservamos pela Bancorbrás. Fiquei sabendo que os venezuelanos adoravam shoppings e que em Caracas havia o maior shopping da America Latina, o Samil. Fiz questão de ir a esse shopping. Deixamos nossas coisas no hotel e fomos para lá. O shopping é verdadeiramente gigantesco, só para andar dentro dele sem entrar em qualquer loja, demoramos 1h30. Pena que ele fechava às 20h. Assim que ele fechou, voltamos para o hotel, jantamos por lá e fomos dormir.

Dia 06/09/2010 – Caracas e quase volta para o Brasil

Chegamos ao aeroporto por volta de 4h. E fomos para onde seria o guichê de embarque da TAM. Quando chegamos lá, embora fosse bem cedo, a fila já estava se formando na frente do guichê. Passamos pela primeira revista, antes mesmo de despachar nossas malas: os policiais pediram para que abríssemos nossas malas, olharam os nossos passaportes e nos perguntaram o que fazíamos no Brasil. Respondemos as perguntas e deixaram-nos passar para fazer o check-in. Depois do check-in, atendente nos indicou outra fila onde teríamos que pagar as taxas do aeroporto. Só entra na sala de embarque quem paga as taxas aeroportuárias. Entramos em uma fila para passar por um primeiro raio-x e dois metros depois passamos em um segundo raio-x. Depois, finalmente entramos na fila para passar pela polícia federal. Uns 40 minutos depois, conseguimos entrar no freeshop. Andamos bastante lá, pois tinha que gastar os bolívares que tínhamos. Primeiro o vôo estava atrasado uma hora, depois duas, depois três e, enquanto isso, escutávamos a policia chamando algumas pessoas para reabrirem as malas para uma nova revista. As 10h fomos chamados para informar que o nosso avião estava com problema e que só poderíamos voltar para o Brasil no dia seguinte, pois nenhuma companhia aérea tinha a peça com defeito disponível e a peça para fazer o conserto estava vindo de São Paulo. Eu nem discuti, eles acharam um argumento fortíssimo para mim. O meu marido tentou discutir, tentar vaga em outros vôos, mas nada surtiu efeito. Hospedaram-nos no Gran Meliá (http://pt.solmelia.com/nHoteles/jsp/C_Hotel_Content.jsp?idSolRes=5832&tab=description) e o nosso quarto era mais um apartamento do que um simples quarto. Tinha cozinha, três quartos, sala de estar e copa. Além disso, ficava colado em um shopping. Almoçamos no hotel e fomos andar no shopping. Depois, o meu marido quis ficar a tarde no hotel dormindo. Eu, que não estava com sono nenhum e louca para andar pela cidade, peguei o guia da Lonely Planet e um mapa da cidade para estudar onde poderia ir. Fui para a estação de metrô mais próxima do hotel e segui para o centro. 
Um dos prédio no centro de Caracas
Quando comecei a andar pelo centro da cidade, começou a cair uma chuva torrencial. Fiquei algum tempo parada dentro de uma loja tentando não pegar chuva. Ela diminuía, eu andava, ela aumentava, eu me escondia. Foi assim até que eu chegasse ao Mausoléu de Simon Bolivar. Tirei algumas fotos e voltei para o centro da cidade. 

Mesmo prédio visto de outro ângulo
Os homens em Caracas são sem vergonha: é só ver uma mulher sozinha que eles ficam se insinuando. Caminhei um pouco mais pelo centro e depois peguei o metrô para uma estação próxima ao shopping Samil. Neste dia eu teria tempo para caminhar por lá. 
Mausoléu de Simon Bolivar
Andei bastante dentro do shopping e comprei algumas lembranças no Hard Rock Café de Caracas. Voltei para o hotel por volta de 7h30 e quando cheguei lá, o meu marido estava preocupadíssimo. Jantamos e voltei ao shopping do lado do hotel para fazer minhas últimas compras. Estava exausta! Voltamos para o hotel e fomos dormir.




Dia 07/09/2010 – Volta para casa

Ainda bem que organizamos nossas férias para voltarmos para o Brasil no dia 06/09/2011 já prevendo possíveis atrasos. Neste dia, acordamos às 3h30 da manhã, colocamos nossas coisas dentro da van e fomos para o aeroporto. Do hotel ao aeroporto, sem trânsito, demoramos em torno de meia hora. Para evitar horas de fila, fui direto para o guichê da TAM enquanto o meu marido ficou na van para pegar nossas mochilas. O vôo era o mesmo do dia anterior, deveria partir às 6h da manhã. No entanto, começaram a fazer o nosso check-in às 5h. E o foi o mesmo procedimento do dia anterior: revista antes de fazer o check-in, fila no guichê para pagamento das taxas aeroportuárias (que já haviam sido pagas no dia anterior e as atendentes se enrolaram na hora de conferir quem eram os passageiros do nosso vôo). Nova revista na sala da polícia federal, raio-x nº1 e depois raio-x nº 2. E finalmente, o carimbo de saída do país, pois o que tínhamos recebido no dia anterior, antes de sairmos pela sala de desembarque, foi cancelado pelo escritório da polícia federal. Chegamos finalmente à sala de embarque por volta de 6h. Sentamos lá e começamos a esperar. Por volta de 7h começaram a chamar para embarcar e no finger, antes de entrar no avião, fizeram uma última revista nas nossas bagagens de mão. Depois que decolou, o avião demorou quase 40 minutos para atingir a altitude de cruzeiro. Eu quase passei mal de tanta vontade de ir ao banheiro. Também, quem mandou beber coca-cola antes de entrar no avião! O vôo foi tranquilo, sem muita turbulência e foi a primeira vez que vi uma aeromoça retirando pessoas dos assentos “conforto” do avião dizendo que para se sentar lá, as pessoas deveriam ter pago a mais no check-in para ter direito ao assento. Eu particularmente acho isso ridículo. Chegamos a São Paulo por volta de 13h e a Brasília, no final da tarde. Nossa viagem terminou aqui.

Então, como eu prometi, todas as viagens internacionais que fiz até o momento encontram-se aqui. Espero que em setembro, na minha próxima viagem para o exterior (Egito, Jordânia, Israel, Turquia, Grécia, Rússia, Finlândia, República Checa e Inglaterra) em consiga manter o blog relativamente atualizado.

Nenhum comentário: